O Quadro é Seu

Respondendo para uma de minhas queridas leitoras, talvez a única rs, eu me pediu sempre para que eu fizesse um quadro para ela e eu tomei uma liberdade de criar algo para sua pessoa onde ela pudesse ter uma noção de algo que ela sempre teve curiosidade em aprender algo sobre a dança e com toda essa exclusividade para que o blogger pelo qual eu fui incumbido de representar irei fazer algo para que todas entendam um pouco da musica e principalmente o gingado para conosco.

Gafieira:

Gafieira é o local onde, por volta do fim do século XIX e início do século XX em diante, tradicionalmente as classes mais humildes podiam freqüentar para praticar as danças de casal, ou danças de salão. Não chegava a ser um clube e sim uma alternativa para essas pessoas e, pelo que consta a história, as gafieiras sempre existiram no município do Rio de Janeiro.

Ao contrário do que ensinam os institutos voltados à preservação do patrimônio histórico e cultural do Rio de Janeiro, a gafieira mais antiga do Rio de Janeiro não é a Estudantina, de propriedade do senhor Isidro, um esforçado espanhol que, na década de 1980, pretendia somente montar uma churrascaria nesse local. Mas, por excesso de exigências na obtenção de um simples alvará, ele desistiu do oneroso investimento, e como não havia o que fazer, aproveitou a instalação e montou uma casa de samba, a qual logo tornou-se a mais famosa em função da localização e também por ter acontecido no ressurgir dessa atividade esquecida com o fim da vida noturna. O Seu Isidro, além de ter ali recebido milhares de dançarinos no salão da ex-churrascaria, ainda hoje é um local aberto ao público e a quem quiser fazer uma visita ao passado e apreciar a decoração dessa churrascaria destinada a resgatar a cultura boêmia que não existe mais.

Atualmente há outras gafieiras espalhadas principalmente pelo bairro da Lapa, no centro do Rio de Janeiro. Localizam-se principalmente na Rua Mem de Sá – entre eles o tradicional Clube dos Democráticos e o recente Lapa 40º – e na Rua do Riachuelo – Teatro Odisséia, Carioca da Gema, etc.

Em São Paulo era famosa a Vila Sófia que fora cassino até os mesmos serem probidos, no bairro de Capela do Socorro, depois de Santo Amaro

Muito tradicional no Rio de Janeiro na década de 1930, a gafieira show é uma das misturas que saiu do samba, porém diferentemente dessa manifestação popular, a gafieira tem um código de ética, onde predomina a elegância e o respeito. A coreografia da gafieira show é baseada na dança de salão, porém um pouco menos regrada, já que possui o molejo e a malandragem do samba do início do século passado (samba de gafieira). Hoje, em shows folclóricos brasileiros, este quadro é indispensável pois ele retrata a boemia e magia do Rio de Janeiro antigo.

Samba a Dois:

Samba a dois é a primeira faixa do terceiro disco da banda carioca Los Hermanos, “Ventura”. Com refrão irônico, a música é uma das mais requisitadas da banda por intépretes. Sua letra tem muita influência das críticas recebidas pela banda quanto as suas incursões pelo samba, sendo assim, uma espécie de resposta. Além disso, a letra possui umaintertextualidade com a música “Tem Mais Samba”, de Chico Buarque. O samba do compositor carioca é pontuado pelos versos “Tem mais samba no peito de quem chora/Tem mais samba no pranto de quem vê/Que o bom samba não tem lugar nem hora/O coração de fora/Samba sem querer/Vem que passa teu sofrer/Se todo mundo sambasse/Seria tão fácil viver”, enquanto “Samba a dois” receber os seguintes: “Me lava a alma/me leva embora/Deixa haver samba no peito de quem (chora)”, “Quem me ensinou a te dizer/”Vem que passa o teu sofrer”?” e “Me laça a alma/me leva agora/Já que um bom samba não tem lugar”. Além da relação com a música de Chico, a música traz outro trocadilho. Ao cantar “Me laça a alma/me leve agora…”, entre outros versos com a mesma sonoridade e construção, o compositor e intérprete, Marcelo Camelo, canta “Mi laça a alma…”, o que seria um trocadilho com o nome de Mila Burns, ex-repórter da Globo RJ, que foi casada com o vocalista da banda carioca.

  • Em uma aprensentação no programa Bem Brasil, da TV Cultura, a música “Mania de Você”, de Rita Lee, e seus versos ‘Nada melhor do não fazer nada/só pra deitar e rolar com você’ foram incluídos sobrepondo o arranjo final dos metais

Samba Rock:

Samba-rock é um tipo dança que surgiu da criatividade dos frequentadores dos bailes em casas de família e salões da periferia de São Paulo no final da década de 60 começo da década de 70 mesclando se os movimentos do rock and roll com os passos do Samba de gafieira ao som das equipes a despeito deste ou daquele ritmo importando tão somente o tempo da música em relação à dança.

Na primeira metade da década de setenta fora chamado por diversos nomes Sambalanço, Swing, Rock Samba, e finalmente Samba-rock por causa do lançamento da primeira coletânea que continham músicas que eram tocadas nos bailes de samba-rock e regravadas especialmente para estes bailes.

A primeira coletânea lançada em 1978 e que se chamava “Samba Rock o Som dos Black`s” deu início a uma nova era para o samba-rock onde eram re-gravados vários sucessos de bailes da época fazendo com que fosse mais fácil o acesso a essas músicas que ate então eram músicas fora de catálogo e difíceis de se encontrar

Tornando assim o Samba-rock mais conhecido na grande São Paulo e outros estados.

A forma de se dançar samba-rock foi sendo aprimorada com os festivais de dança de onde os dançarinos disputavam entre si para ver quem era o melhor.

As disputas entre os dançarinos de samba-rock seguiam os mesmo moldes do filme “Embalos de Sábado à Noite” onde tínhamos o júri técnico formado primeiramente por aqueles que se julgavam serem os melhores dançarinos da época e que julgavam a parte técnica da dança tempo contra tempo, erros, passos inéditos, quantidades de passos, qualidade dos passos e dificuldades dos passos, em alguns festivais tinha-se também o chamado júri popular onde se escolhiam alguns frequentadores destes bailes para junto com o júri técnico escolherem os melhores em uma escala de um a dez ou de dez a cem.

Lembrando que as regras e o formato destes festivais variavam de bairro para bairro ou mesmo vila para vila.

O samba-rock pode ser considerado uma fusão do samba com ritmos americanos, como o bebop, o jazz e o soul. O samba-rock como forma de dança sofreu influências do rockabilly dos anos 50 e 60, só que com movimentos mais suaves, sem passos aéreos, porém com muitos giros, tanto do cavalheiro quanto da dama. Foi uma forma de dança dos bailes negros da periferia de São Paulo, desde os anos 60, com pitadas de maxixe e os giros do rock dos anos 50.

Tecnicamente, nas composições de samba-rock é feito um deslocamento da acentuação rítmica, cujo compasso binário do samba (2/4) é adaptado ao compasso quaternário (4/4) do rock e da soul music, utilizando ainda naipes de metais importados dos grupos de soul e funkamericanos.

Na virada dos anos 60 para os 70, o Brasil testemunhou a definição de um novo gênero musical, a partir da fusão das bases rítmicas e temáticas do samba com um discurso e uma musicalidade absorvidos diretamente da música negra americana. Já há algum tempo, músicos oriundos de diversas tendências, conectados com as influências da cultura internacional, dialogavam, criando novos ritmos a partir da fusão da matriz comum do arquigênero do samba com o jazz, o rock e a soul music3. Paralelamente a este cenário musical novas experimentações interpretativas eram desenvolvidas em São Paulo por negros das periferias, que criaram os primeiros passos de uma dança que misturava influências coreográficas do rockabilly americano à marcação do samba. A esta nova dança convencionou-se chamar samba-rock, que acabou por definir também uma nova maneira de se fazer música, um novo gênero musical.

“Quando eu inventei essa batida, chamava de sacundin sacunden, depois, na época da jovem guarda, virou jovem samba, e, mais tarde, sambalanço”.

Estruturalmente, samba-rock é a denominação dada ao samba interpretado à base de guitarra, no estilo popularizado por vários artistas, cujo ícone foi Jorge Ben. Embora o mesmo não goste do termo. Em várias regiões do país, artistas desenvolviam paralelamente músicas dentro do conceito da mistura do samba com o rock e com o soul. Em Porto Alegre costumava-se chamar de “suíngue”, “samba-rock” era mais utilizado em São Paulo e, no Rio de Janeiro, expressões como “sambalanço” e, posteriormente, “samba-soul” eram mais recorrentes. Apesar dos sotaques musicais diferentes, a matriz da fusão era sempre mantida, com a modulação rítmica clássica do Rock and Roll, composta por bateria, baixo, guitarra e teclados, articulada à levada do samba através do violão, da cuíca, do pandeiro e da timba.

Em fins dos anos 50, com o crescimento da influência cultural americana no pós-guerra, por conta de uma maior circulação global de mercadorias culturais, e com o maior acesso a aparelhos eletro-eletrônicos como vitrolas, rádios, televisores e a bens culturais como os discos de vinil, houve um maior contato com musicalidades estrangeiras. O trânsito de produtos e práticas intensificou-se com a expansão dos meios de comunicação de massa e com a instalação de filiais de produção das grandes majors fonográficas em várias partes do mundo, que buscavam criar e alimentar novos mercados. Este contexto contribuiu para a constituição de uma produção internacional-popular, intensificando o sistema de trocas simbólicas onde “os artistas, agentes da criação artística, aproximam-se do processo de produção, antes intermediado e realizado pela grande indústria (…). O mercado começa a oferecer uma profusão de estilos, subgêneros e mesclas de toda sorte” (TOSTA DIAS, 2000, p. 41).

É neste contexto em que a produção de música popular no Brasil começa a adquirir referências culturais globais com mais intensidade, não só como resultado de eficazes estratégias de marketing da indústria, voltadas para a segmentação do mercado, como também um reflexo de grandes trocas simbólicas entre o local e o global, tanto na produção criativa de artistas como na emergência de novas identidades culturais. Artistas populares como Jackson do Pandeiro, paraibano de origem e sucesso da época de ouro do rádio, ficou conhecido por cantar músicas regionais nordestinas, como cocos e baiões, que serviam como veículo de registro e crítica de um cenário cultural que se transformava. Foi ele quem gravou, de autoria de Gordurinha e Almira Castilha, então sua mulher, uma composição que fazia uma alusão crítica à invasão americana na música brasileira, “Chiclete com Banana”7, em 1959.

Na busca das raízes desta nova musicalidade, Jackson poderia ser considerado o primeiro músico de que se tem registro a empregar o termo “samba-rock”. Contudo, o disco lançado em 57 do violonista Bola Sete8, “E Aqui Está o Bola Sete”, pela gravadora Odeon, já trazia na ficha técnica da faixa “Bacará” (ou “Baccara”, provavelmente em homenagem a uma famosa boate carioca da época) a menção “samba-rock” como gênero musical. De fato, partindo do ritmo clássico do rock’n roll, a música incorporava a levada de samba, transformando-se em algo raro para aquele momento. Desde o final dos anos 40, Bola Sete já vinha experimentando diversas fusões momento. Desde o final dos anos 40, Bola Sete já vinha experimentando diversas fusões musicais, gravando vários choros com violão elétrico, além de foxtrotes e baiões, entre outros gêneros. Em 58 também gravou outra música rotulada como samba-rock, “Mister Jimmy”. E, de qualquer maneira, no selo do disco de 78 rpm de Jackson do Pandeiro, na informação técnica sobre a faixa “Chiclete com Banana”, está lá: “samba-coco”.

Além de trabalhar no rádio, Bola Sete tocou em várias boates cariocas, que compunham o cenário cultural do Rio de Janeiro pré-bossa-nova dos anos 50, como a boate Vogue e a Drink, de Djalma Ferreira, também músico, cujo solovox (pequeno teclado incorporado ao piano, precursor dos sintetizadores) rivalizava com as noites no Arpège, de Waldir Calmon, pianista e tecladista. Segundo a jornalista Cláudia Assef, em seu livro Todo DJ já Sambou (2003), Waldir Calmon junto com o conjunto Bolão e Seus Roquetes seriam os verdadeiros precursores do samba-rock, sendo tocados nos primeiros bailes com música eletrônica de São Paulo, no final da década de 50.

Estes e outros músicos dialogavam entre si e criavam fusões musicais que articulavam a música brasileira com a norte-americana, favorecendo uma especial penetração de suas composições nos gostos do público da época. Assim, surgiram novas expressões musicais como o samba-jazz e o sambalanço, subgêneros de fronteiras estéticas muito próximas, e que podem ser considerados precursores diretos da bossa nova e também do samba-rock.

O samba-jazz tinha uma ligação direta com o jazz, mais voltado para composições instrumentais, enquanto que o sambalanço era associado a um novo samba urbano. Este foi introduzido na metade da década de 1950 por profissionais ligados à música de dança produzida por orquestras e conjuntos de boates cariocas e paulistas, influenciados pelas big bands americanas. Nas raízes precursoras do também chamado “samba de balanço”, pode-se ir ao samba-espetáculo da era de exaltação do Estado Novo, onde compositores como Ary Barroso (figura forte da época de ouro do rádio brasileiro e autor de “Aquarela do Brasil” e “Na Baixa do Sapateiro”) remodelaram o ritmo do samba, no sentido de englobar os passos largos da dança de salão, abrindo espaço para repiques e intersecções de percussão e metais, criando sonoridades mais grandiloquentes.

O desenvolvimento do sambalanço se deu a partir do crescimento vertical da população urbana e da multiplicação de casas noturnas frequentadas por plateias de média e alta classe. Em contraponto aos minúsculos palcos da bossa nova do Beco das Garrafas.

O Beco das Garrafas é uma rua sem saída do bairro de Copacabana, Rio de Janeiro, onde, em 1961, surgiram várias pequenas casas de espetáculo e a bossa nova floresceu. O nome Beco das Garrafas deve-se ao fato da vizinhança, na época, atirar garrafas no beco por causa da intensa atividade musical do lugar, em Copacabana, onde a música era para ser ouvida e mal havia espaço para a prática da dança de salão, surgiam grandes boates, que serviram de palco para a definição destes novos gêneros, com uma maior separação da bossa nova, a partir da atuação do organista Ed Lincoln, do violão sincopado de Durval Ferreira, o “rei dos bailes”, e de Orlandivo (chamado de “o sambista da chave”, por utilizar um chaveiro como acompanhamento percussivo), entre outros. Todos estes músicos conviviam e apresentavam-se no Beco das Garrafas, onde também tocava J.T. Meirelles, instrumentista considerado o criador do samba-jazz. Junto com seu conjunto Copa 5, praticava um estilo musical com influências do bop de Sonny Rollins e do cool jazz de Stan Getz, mesclados aos ritmos do samba.[nota 1]

J.T. Meirelles também fez os arranjos e tocou nos primeiros discos de um jovem cantor do Beco das Garrafas, ainda desconhecido, que dava os primeiros passos de sua carreira como crooner:[nota 2] Jorge Ben. Tocando e cantando bossa nova e rock, Jorge Ben costumava apresentar-se em festinhas de amigos, até começar a cantar profissionalmente. Em 1963 foi contratado pela gravadora Philips, lançando seu primeiro 78 rpm14 que obteve grande êxito. Também naquele ano foram lançados o primeiro LP, “Samba esquema novo”, e o segundo, “Sacudin Ben Samba”, também de bastante sucesso. Autodidata, Ben não conseguia imitar a técnica refinada dos músicos da bossa-nova, e acabou desenvolvendo uma maneira original de tocar violão, a partir de uma batida inusitada que misturava rock ao estilo intimista do seu ídolo, João Gilberto. Com mais de 100 mil cópias vendidas logo do primeiro LP, Jorge Ben, em seus trabalhos posteriores, começou a sair do encalço da bossa nova que havia norteado suas primeiras gravações. Fundindo as raízes de uma musicalidade afro-brasileira com as influências norte-americanas, Jorge Ben contribuiu fundamentalmente para a gênese do samba-rock com suas complexas combinações rítmicas, que influenciaram toda uma geração de novos compositores. Seu estilo de canto falado, similar aos cantores americanos de blues, aliado ao repente brasileiro, tornou-o capaz de dar melodia e ritmo às frases menos musicais. Com uma carreira de sucesso, dotado de estilo único, transitou por diversos gêneros e estilos com igual desenvoltura.

Como reflexo deste movimento musical no Rio de Janeiro, onde se desenvolviam as bases rítmicas de um novo gênero, em bailes e festas das periferias de São Paulo jovens negros produziam uma outra interpretação destas fusões entre música brasileira e estrangeira, a partir da criação de um novo jeito de dançar. A ele convencionou-se chamar de samba-rock, nome criado por disc jóqueis da época, e adotado pelos frequentadores dos bailes e festas dos guetos negros paulistanos.

Na década de 50, os melhores salões de baile espalhavam-se pelo centro e pela zona sul paulista. Animados por grandes orquestras famosas, o alto preço dos ingressos e o preconceito racial vetava o acesso de um público negro a esses bailes. Nesta época, já existiam os equipamentos de som Hi-Fi, e o preço dos discos também se tornava um pouco mais acessível. Frustrado como tantos outros por não poder frequentar os grandes salões, em 59, Osvaldo Pereira, técnico eletrônico e vendedor de discos, construiu um sistema de som com pouco mais de cem watts de potência e decidiu organizar e sustentar um baile em um salão chique da cidade, mas sem uma orquestra. Assim criou a Orquestra Invisível Let’s Dance, e tornou-se o primeiro DJ do Brasil de que se tem registro (ASSEF, 2003).

O baile, mais barato que o habitual por não ter o custo dos músicos, fez sucesso, e outros discotecários animaram-se e fundaram várias orquestras invisíveis. Até meados dos anos 60, o que as orquestras invisíveis tocavam era um som bem fiel ao das orquestras de carne e osso, como Glenn Miller e Ray Coniff. Sucessos do mercado fonográfico estrangeiro que, de outra forma, não poderiam chegar até uma população de baixa renda. Junto ao rádio, os bailes funcionavam como “filtros”, facilitando o acesso a esta cultura internacional. Entre os nacionais, os preferidos eram os sambalanços de Bolão e Waldir Calmon, Elza Soares e Ed Lincoln. Em uma etapa posterior, sucessos da black music americana como Al Greentambém eram tocados nos bailes. Samba-rock era apenas mais um dos estilos que fazia parte do set list dos bailes. O estilo de dança que se desenvolveu no espaço destes bailes das orquestras invisíveis era adaptado diretamente das danças americanas da moda, como o twist e o swing, incorporando também movimentos dos ritmos caribenhos. A dança, praticada do mesmo jeito há mais de quarenta anos, sofreu poucas alterações e os passos podiam ser realizados ao som de vários outros gêneros musicais. Em dupla, os bailarinos cruzam seus braços sobre a cabeça do outro, em rodopios e movimentos curtos que seguem uma batida cadenciada, em quatro tempos. Em geral, o homem conduz a mulher em uma espécie de rockabilly, mas sem passos aéreos, com os parceiros mais próximos e as mãos sempre unidas, e os pés acompanhando a batida do samba.

Com o passar do tempo, aos poucos as orquestras invisíveis foram sendo substituídas pelos embriões das primeiras equipes de som, que seriam as organizadoras dos grandes bailes black nos anos 70, responsáveis pela difusão e pelo sucesso da black music no Brasil. O samba-rock e a soul music “made in Brasil” tornou-se febre não só nas periferias como também no mercado musical de São Paulo, Rio de Janeiro, e outras cidades do Sul e Sudeste. Através do trabalho dos DJs destas equipes, artistas negros como Jorge Ben e Tim Maia começaram a ganhar mais destaque nos set lists dos bailes black, dentro de um contexto de valorização da cultura negra.

Cada vez atingindo um público maior, inclusive em outros estados, estas festas foram profissionalizando-se e, em meados dos anos 70, surgiram as grandes equipes de som (ou “equipes de baile”, como se chamava em São Paulo) como as paulistas Zimbabwe e Chic Show. No Rio, foram criadas, entre outras, a Soul Grand Prix, Cash Box e a Furacão 2000. As equipes investiam em sonorização e divulgação, introduzindo novas músicas nos bailes, e até mesmo organizando grandes shows com artistas famosos, em noites que chegavam a reunir 80 mil pessoas. Os bailes black foram os responsáveis pela aplicação direta dos ideais do black power na vida cotidiana de milhares de jovens negros das cidades brasileiras. Era a representação de toda uma cultura musical negra paralela que não chegava à grande mídia, e que passou, a partir daquele momento, a infiltrar-se no gosto do público consumidor brasileiro.

A mobilização em torno da conscientização racial camuflada de diversão acabou por configurar um movimento, atraindo os holofotes da mídia. A imprensa, percebendo o efervescente movimento que mobilizava milhares de jovens pobres e negros, batizou o fenômeno de Black Rio. As festas no subúrbio e na zona sul foram responsáveis pelo enorme índice de venda de discos black, superando, inclusive, o rock dos Rolling Stones ou do Led Zeppelin (BAHIANA,1979). Os frequentadores destas festas eram vistos como um enorme mercado em potencial. Inicialmente foram lançadas coletâneas com os principais sucessos dos bailes (muitas delas eram assinadas pelas equipes de som e pelos DJs de maior prestígio) e novos artistas nacionais que cantavam soul music começaram a surgir, como a Banda Black Rio, criada por encomenda pela gravadora WEA em 77, que aprofundou as experimentações sonoras em torno de um som instrumental que mesclava o samba ao funk americano.

A disco music, também importada dos Estados Unidos e feita para as pistas dos clubs, encontrou solo frutífero no Brasil. Mesclando ingredientes do soul e do rock, a disco abriu caminho para o sucesso do gênero e para a febre da discoteca, que se espalhou por todo o mundo. A diva disco brasileira foi a paulistana Lady Zu (Zuleide Santos da Silva), que estourou com a música “A Noite Vai Chegar” (Philips), em 1977, vendendo milhares de cópias. Sofrendo inúmeras críticas, o movimento black foi arrefecendo. Em meio à ditadura brasileira, com seu projeto de integração nacional, o discurso oficial não podia conceber a ideia de um negro brasileiro com identidade cultural e questões sociais próprias. A repressão implementada pelo regime militar vigente no país, que via nos grandes bailes de negros da periferia uma possibilidade de subversão, o boom da discoteca e a afirmação dos grandes nomes da MPB como supostamente autênticos representantes da cultura popular transformaram o mercado musical brasileiro, ocupando o espaço na indústria fonográfica antes destinado ao soul e ao samba-rock, e contribuindo para o declínio do movimento musical black brasileiro no começo dos anos 80.

Este leque de sonoridades e combinações de ritmos, formas e gêneros tradicionalmente brasileiros com musicalidades estrangeiras ofereceu contínuas possibilidades para a expressão dinâmica de novas identidades culturais, abrindo caminho para possíveis transformações sociais e estéticas. Indo além dos códigos do gênero e de possível status de movimento, estas práticas musicais que giram em torno do samba-rock, surgidas historicamente de vários pontos geográficos e sociais do Brasil, incorporaram-se a outros estilos e beberam de outros gêneros, indo além de possíveis fórmulas estanques, processos, códigos e regras. A partir de convenções básicas, estas maneiras de fazer música, de acordo com as expectativas em relação ao gênero, podem ser percebidas, basicamente, pela presença de instrumentos típicos do samba, como pandeiro e bumbo, combinados a instrumentos eletroacústicos, como a guitarra e o baixo elétrico, característicos do rhytm’n blues, e de gêneros subsequentes, como o jazz, o soul, o rock e o funk. Estas influências mudaram a maneira de fazer samba no Brasil, resultado da abertura do mercado fonográfico brasileiro a produtos culturais estrangeiros, notadamente norte-americanos. A implantação aqui de grandes multinacionais do disco criou também um cenário. A implantação aqui de grandes multinacionais do disco criou também um cenário favorável para novas criações musicais, conectadas com o que vinha de fora. Os músicos, a quem foi incumbida esta nova tarefa, tentavam atender a novos nichos de mercado criados a partir da emergência de novas subjetividades híbridas. Era uma resposta também ao desenvolvimento dos meios de comunicação que traziam para cá as influências da cultura norte-americana, possibilitando a criação de novas formas de expressão artística, endereçadas a um público novo, cujas identidades defrontavam-se com um contexto global de intensas trocas culturais.

Cruzando – nos dois sentidos – a linha divisória entre samba e rock, a evolução deste novo gênero pode ser considerada como uma fase de transição e renovação do samba. A criação do samba-rock foi uma estratégia de interação entre grupos sociais populares e novas tendências culturais globais, e sua apropriação foi gerada a partir de uma reestruturação das recepções, com a negociação criativa entre o local e o estrangeiro, refletindo novas tendências nas condições de reconhecimento por parte de um novo público negro jovem, que buscava a definição de suas identidades diante deste contexto de mundialização cultural.

O ritmo atingiu o auge nas décadas de 70 e 80, nos bailes black da periferia. Em São Paulo, os bailes de periferia também ferviam ao som do samba-rock-suíngue, de nomes como o Trio Mocotó (que originalmente acompanhava Jorge Ben Jor), Copa 7, Luiz Vagner (que foi do grupo de jovem guarda Os Brasas, homenageado por Ben Jor com a música Luiz Vagner Guitarreiro), Branca Di Neve (falecido em 1989), Carlos Dafé, Dhema, Franco (também ex-Os Brasas), Abílio Manoel e Hélio Matheus.

Em 1970, Jorge Ben se une ao Trio Mocotó, lançando Muita Zorra, LP com hits do samba-rock e 2 músicas de Roberto e Erasmo Carlos (Coqueiro Verde e O Sorriso de Narinha).

Atingiu sua maior força com os compositores Bebeto (cantor), Bedeu e Luís Vagner, que podem ser considerados os verdadeiros representantes dessa música. Outros compositores contribuíram para que o ritmo permanecesse vivo até hoje, entre eles Carlos Dafé, Marku Ribas, Itamar Assunção e Branca di Neve.

O samba-rock passou a década de 80 e 90 praticamente fora da mídia, mas nunca desapareceu. Estava presente nos bailes nas periferias. Na periferia de São Paulo, ao longo dos anos 90, os bailes continuavam tocando as velhas músicas, que apareciam aqui e ali em coletâneas piratas vendidas em lojas do centro da cidade.

A partir de 2000, o samba-rock voltou à mídia e ganhou novos públicos dentro dos circuitos universitários. Nesta época, o Clube do Balanço e o Funk Como Le Gusta ajudaram a levar o samba-rock da periferia dos guetos paulistanos para a Vila Madalena, reduto paulistano de boêmios e universitários de classe média e alta.

Pagode:

O pagode é um gênero musical brasileiro originado na Cidade de Salvador, a partir da cena musical do samba dos fundos de quintais, muito comuns no subúrbio da cidade. Esta é a forma pejorativa e preconceituosa que esta palavra assumiu.

Na verdade, o pagode não é exatamente um gênero musical. Pagode era o nome dado às festas que aconteciam nas senzalas e acabou tornando-se sinônimo de qualquer festa regada a alegria, bebida e cantoria. Prova de que o nome em nada tem a ver com o ritmo, é a música Pagode de Brasília gravada por Tião Carreiro em 1959, cuja roupagem em nada lembra nenhuma das variações do samba.

O termo pagode, começou a ser usado como sinônimo de samba por causa de sambistas que se valiam deste nome pra suas festas, mas nunca o citaram como estilo musical.

O pagode designa festas, reuniões para se compartilhar amizades, música, comida e bebida. Surge como celebração do samba em meados do século XIX e se consolida no século XX no Brasil. Mesmo antes já eram celebradas estas festas em senzalas de escravos negros e quilombos. Com a abolição da escravatura e fixação dos negros libertos no Brasil e que têm uma relação intrínseca com o sincretismo de religiões de origem africana, como o candomblé, a umbanda – o pagode se consolida com a necessidade de compartilhar e construir identidade de um povo recém liberto, e que precisa dar outra função ao corpo que até então é somente instrumento de trabalho. Por isso a relação estreita entre música e dança na cultura de origem africana, além do fato de ter a síncopa como principal característica da construção técnica-musical, derivada da percussão marcadora do ritmo brasileiro.

Antigamente, o pagode era considerado como festa de escravos na senzalas. No final da década de 1970, em São Paulo o termo passou a ser associado a festas em casas e quadras dos subúrbios paulistas, periferia paulistanas, regadas a bebida e com muito samba e com muito suingue. A palavra pagode no sentido corrente surgiu de festas em favelas e nos fundos de quintais paulistas que falavam sobre sentimentos (alegrias e tristezas) das pessoas que lá moravam. O pagode se popularizou mais no Rio de Janeiro.

Essa aulas que achei no youtube são apenas um passo para se conseguir o exito final que no caso seria pode enfim dançar como semi-amadores e no final de cada linha ou contorno podemos dizer que isso tudo o que eu posso lhe dizer é que em cada momento em que sentimos o som vibrar em cada célula do nosso corpo fazendo que tudo seja em só e tudo o que podemos desejar em cada final se começar.

“A dança é a linguagem escondida da alma.” Marta Grahan

Livro Que Recomendo

Triste Fim de Policarpo Quaresma é um romance do pré-modernismo brasileiro e considerado por alguns o principal representante desse movimento.

Escrito por Lima Barreto, foi levado a público pela primeira vez em folhetins, publicados, entre Agosto e Outubro de 1911, na edição da tarde do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. Em 1915, também no Rio de Janeiro, a obra foi pela primeira vez impressa em livro, em edição do autor.

O romance discute principalmente a questão do nacionalismo, mas também fala do abismo existente entre as pessoas idealistas e aquelas que se preocupam apenas com seus interesses e com sua vida comum. Com uma narrativa leve que em alguns pontos chega a ser cômica, mas sempre salpicada de pequenas críticas a vários aspectos da sociedade, a história se torna mais tensa apenas quando o autor analisa a loucura e no seu final, quando são feitas duras críticas ao positivismo e ao presidente Floriano Peixoto (1891-1894).

O autor optou por escrever a narrativa numa linguagem próxima à informal falada entre os cariocas. Ela se desenvolve em torno de Policarpo Quaresma, brasileiro extremamente nacionalista, e é dividida em três partes, cada uma contendo cinco capítulos.

As Invenções

Para revisitar a história do biquíni é preciso entrelaçar três acontecimentos com efeito dominó na moda e na política na década de 1940 nas sociedades asiática, americana e europeia. A invenção do biquíni costura detonações nucleares, pedaços antigos de folhas do jornal The New York Times e dois criativos estilistas franceses.

Em julho de 1946, militares americanos retiraram 10 mil moradores do Atol de Bikini, nas Ilhas Marshall, Micronésia, pois ali fariam testes com bombas nucleares. Enquanto alguns habitantes foram encaminhados para Chicago, nos Estados Unidos, outros foram para ilhas no sul do Pacífico, onde sofreram os efeitos colaterais da parafernália radioativa. Para que os médicos americanos pudessem examinar as pessoas, que estavam completamente nuas, já que a radiação havia destruído suas roupas, os militares usaram folhas de exemplares velhos do jornal The New York Times para cobrir pelo menos as partes íntimas dos doentes.

No mesmo período, corria na França a notícia sobre a série de detonações nucleares no Atol e sobre a lenda do jornal-lingerie no Pacífico. Foi então que o estilista Jacques Heim desenhou quatro triângulos em uma folha de papel e os costurou em fino algodão, criando assim um novo traje de banho. Parece familiar? Mas o nome de Heim se perdeu na história, eclipsado pelo estilista francês Louis Réard. Inspirado na ideia de Heim ou por um puro impulso criativo de rasgar o maiô ao meio, Réard costurou um novo traje de banho, batizado com uma das palavras mais em voga na época: Bikini.

A sociedade ficou escandalizada diante da miudeza da peça, tanto que as modelos não queriam ser fotografadas com ela. Eis que a stripper Micheline Bernardini se tornou a primeira mulher a desfilar o traje, na borda de uma piscina pública de Paris, no dia 5 de julho de 1946.

Delírios do Amor

Como eu posso de falar de amor se nunca esquecer de tantos momentos ao seu lado e os doces dias com a sua pessoa e criado sempre um lugar para visitar contigo e sem falar das tantas vezes que me dar essa vontade louca de fugir das minhas ilusões como ser humano e deixar um pouco de minha criatividade criar algo e muito além dos meus pensamentos e dessa forma posso lhe dizer meu grande amor que tudo o que se já passou em minha vida e nada se comparar e estar ao seu lado e viver intensamente cada segundo contigo e o meu desejo que antes era ficar com sua pessoa em uma noite e dormindo com as estrelas e tendo o chão como o nosso colchão e o vento o cobertor e depois de tudo isso eu me vejo como uma pessoa ao canto pensativo em sua pessoa, pois eu bem sei que isso tudo se passou meu anjo e lhe quero em toda essa vida e em cada caminhada na qual eu vou dar eu quero você ao lado para ter essa certeza do meu passo seguro, por tudo isso eu ainda me pego sonhado ainda acordado em um momento qualquer do meu trabalho e no fundo de cada questão essa maravilhosa carinha de anjo com um sorriso simpático e tudo o que eu sei meu anjo, nessa vida eu vivo muito por sua pessoa e o meu desejo de estar com você faz e muito surpreender aqueles que a não nós conhece com por exemplo esses dias atrás quando ao descer sempre no mesmo ponto com todos de boquiaberto com tanto amor exalando por ambos e com tudo o que falamos para o outro e muito respeito ao se pronunciar cada nome das nossas saliva e por tudo isso ainda podemos nós dar o direito de falar com todo o sentimento de felicidade que estamos em muito feliz por tudo o que se conquistou e que ainda vai se conquistar e nisso o que mais eu penso quando eu falo de você meu anjo bom.

Como eu posso terminar um linda declaração de amor para sua pessoa se antes lhe desejar do fundo do meu coração tudo de melhor que essa vida tende a nós oferecer e por tudo o que já se foi pensado meu amor é para mim um vasto e abundante sentimento por sua pessoa que me faz querer sempre viajar por tantos sentimentos e saber que tudo  o que temos vem do nosso amor.

Livro Que Recomendo

Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em A Menina que Roubava Livros.

Desde o início da vida de Liesel, na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, O Manual do Coveiro. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve.

Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte.

O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.

Recordar é Viver

Há um tipo de genero que eu não sou muito fã eu admito com toda essa minha sinceridade mas como eu posso negar que uma das maiores e carismatica banda de rock pelo qual o seu componete simbolo era para mim um ídolo sem igual com sua voz de arrepiar qualquer um que ouvi se e disso eu vou me revelar uma profunda admiração por tamanho talento e disso tudo posso lhe falar que foi com toda a certeza que está entre os melhores.

 

As Invenções

O primeiro relógio era uma haste plantada no chão: Raios solares, incidindo sobre a haste deixava uma sombra acompanhado o deslocamento dessa sombra, tinha-se uma idéia de como, medir o tempo.

Os caldeus, a dois mil anos, aperfeiçoaram esse relógio de sol: Ficando uma haste numa grande pedra talhada, foram os primeiros a dividir o  dia em  12 horas.Mas não dominavam completamente a relojoaria antiga,outros povos antigos usavam  um  quadrante solar.A bíblia menciona entre os hebreus “o profeta Isaias convocou javé,e ele fez a sombra recuar dez graus sobre os graus de acas…) Hindus,egípcios e incas tão distantes entre si também construíram seus relógios:os primeiros aperfeiçoaram o modelo portátil,mas o s egípcios e preferiram um quadrante fixo. No entanto o relógio de sol tinha um problema, não havia como
fazê-lo funcionar a noite.

Na Idade Media desenvolveu-se ampulheta, um relógio a prazo
fixo, no qual certa quantidade de areia leva um tempo determinado a fluir entre duas divisões de um recipiente de vidro. Sem, porém marcar as horas.

O relógio de pêndulo surgiu de uma observação de Galileu Galileu
Quando este ainda estudante em pisa. Certo dia, quando assistia a missa ele se distraiu observando a oscilação de um lustre e verificou que a amplitude do movimento diminuía pouco a pouco. Mas o tempo de cada vai e vem era sempre o mesmo período de tem pó para realizar uma oscilação completa.

Baseado no principio de deslocamento do pendulo de Galileu, o sábio holandês Christian huychens construiu me meados do século XVII os primeiros modelos de relógios de pendulo de funcionamento preciso.

Quando o sábio Christian huychens resolveu transformar o relógio num objeto portátil percebeu um obstáculo:os mecanismos de pêndulos eram grandes demais.E diminuíam seu tamanho era impossível.
Em vista disso idealizou um novo sistema: o de balancim em especial que possibilitou a criação de relógios de pulso e de bolso.

O relógio de boa qualidade prestará serviços durante muito tempo.

Este é uma maquina menos exigente que exige cuidados que não é difícil.Muita gente costuma acertar o relógio toda hora isso é errado.O certo é acertar o relógio uma vez por dia,sempre a mesma hora.Deixar o relógio de bolso em cima do criado-mudo é outro habito inconveniente.A posição horizontal faz crescer o atrito nas extremidades do  eixo do balancim diminuindo a precisão do mecanismo.

Os relógios de bolso devem ficar numa posição vertical. Apesar da proteção dos estojos, poeira e umidade acabam penetrando neles e afetando o seu funcionamento. Por isso é bom mandar limpar e lubrificar os relógios uma vez por ano. Convém não aproximá-los a campos magnéticos, pois pode afetar a regularidade do vai e vem do balancim, prejudicando seu funcionamento de todo o mecanismos.